Centro de formação executiva focado em liderança, inovação e curadoria de conteúdos para líderes e gestores do futuro.

Conheça mais

O portal brasileiro da faculdade de gestão do MIT, trazendo conteúdo de qualidade e confiável sobre o tema.

Você está aqui

Acesso a estudos exclusivos e materiais de ensino produzidos pela faculdade de negócios de Harvard.

Versão brasileira do portal referência em negócios na China, endossado pela universidade de negócios Cheung Kong.

Conheça mais
O CNEX faz parte do ecossistema Atitus. Conhecimento, tecnologia e inovação. Conectadas com o mesmo propósito: o seu futuro.

Status de leitura

Faça login para usar este recurso

Crie uma playlist

Faça login para salvar este conteúdo em suas playlists

Não lido

Superapps e gift cards: apostas para o varejo em 2022

Setor deve apostar em cartão presente e em aplicativos com inúmeras funcionalidades e serviços para reforçar estratégias de vendas e de consumo omnichannel

João Espíndola
25 de junho de 2024
6 min de leitura
Superapps e gift cards: apostas para o varejo em 2022

“A pandemia deixou muitos aprendizados, um deles, a necessidade de nos adaptarmos rapidamente. Falando especificamente sobre o varejo brasileiro, clientes que antes eram avessos às compras online, ou que simplesmente não tinham esse hábito, foram estimulados em virtude do isolamento social. Embora seja perceptível a retomada das atividades e, consequentemente, engajando as vendas em lojas físicas, quem fez sua estreia no comércio digital em 2020 e em 2021, continuará comprando em 2022.

Pessoas que antes tinham algum receio de comprar digitalmente, passaram por essa mudança de padrão de comportamento e, agora, percebem que a praticidade da compra feita pelo multicanal está além do esperado. Um caminho sem volta, e que cabem provocações das empresas e inovações de todo tipo pela experiência de compra.

As vendas online e no pré-pandemia eram disputadas majoritariamente por grandes players e por pequenas marcas que nasceram no formato digital. Varejistas médios, em geral, tinham iniciativas, mas ainda consideravam o online como estratégia complementar. Foi a pandemia, em seus diversos impactos, que colocou o e-commerce como pilar de sobrevivência de todo o varejo.

Por outro lado, surgiu um desafio adicional para o mercado como um todo: como programar estoques para uma temporada de final de ano inédita, sustentadas por campanhas de vendas como a black friday, por exemplo? Quanto produzir e estocar? Como evitar rupturas relevantes que impactam tanto as margens já apertadas do varejo? A solução, quem diria, pode estar em um produto cujo estoque é infinito, e garante à venda ao varejista. Um produto que não ocupa espaço e traz receita com margem.

A referência, claro, é sobre os gift cards, já muito populares no comércio nos Estados Unidos, e que agora ganham força e começam a ocupar o imaginário e o mercado brasileiro. Conhecidos como cartões presentes, esses itens são considerados queridinhos em datas comemorativas como Dia das Mães, Pais, Namorados e Natal. Empresas brasileiras que já adotaram verificam aumento de mais de 100% nesta modalidade de vendas.

O Brasil está na 8ª posição em termos de escala, e cresce aceleradamente no ranking global em venda de cartões presentes para o varejo. Este mercado movimenta, por ano mais de R$10 bilhões. De acordo com dados do relatório Global Gift Card Survey, a indústria de cartões presentes deve crescer cerca de 15%, quando comparado com o ano anterior, e o mercado global superar os US$ 221 bilhões até 2024.

História e comportamento do consumidor

No Brasil, este mercado existe há alguns anos. Ele começou no fim da década de 1990, sendo encontrado aos poucos nas livrarias e antigas lojas de CD. Nos anos 2000, mas com maior intensidade a partir de 2010, o varejo brasileiro passou a utilizá-lo em plástico e, naquela época, só podia ser utilizado nas lojas físicas.

Apenas a partir de 2015, que o varejo nacional passa a adotar em larga escala a tecnologia que prioriza a experiência do cliente e a omnicanalidade. Nessa época, varejistas pioneiros entenderam o funcionamento do canal, com suas diversas frentes: venda nas próprias lojas, vendas online, para empresas, programas de incentivo e fidelidade.

Para quem já aproveitava o mercado varejista, esse momento foi um grande oceano azul: quem entregava uma boa experiência era único no seu setor, em geral, e capturava todas as vendas, pois ficou evidente um traço do comportamento do consumidor nessa época: ele buscava um cartão presente, e estava disposto a trocar de marca se a opção original não ofertava essa solução.

Fast-forward para o pós-pandemia

Ouvindo mais de 2.500 consumidores, uma pesquisa recente conduzida pela InComm Payments, empresa americana líder de pré-pagos, que trabalha na distribuição de marcas globais como Google, Microsoft, Uber, Spotify e Netflix, confirmou uma retomada dos encontros presenciais, e isso significa reciprocidade: 64% dos entrevistados na pesquisa acreditam em um aumento das compras de Natal neste ano. As viagens para encontrar amigos e familiares subiram 225% e os eventos de final de ano subiram impressionantes 333%.

Além desse evidente crescimento, outro fenômeno que percebemos durante a pandemia foi o aumento de cartões presente digitais, uma alternativa para o setor e empresas que querem e precisam engajar, trazer o colaborador para perto, além das telas. Para o varejo, esse cenário traz grandes oportunidades. A retomada da circulação estimula o comércio de alimentos, moda e vestuário e muitos outros. Esses setores e áreas, vale lembrar, foram especialmente abalados pelas restrições.

O que vem pela frente: superapps e gift cards

De acordo com pesquisa do Global Gift Card, a incorporação de cartões presente em aplicativos móveis deve registar aumento de investimento nos próximos trimestres, e isso se deve a diversos fatores, desde o crescimento dos canais de compra online, até as mudanças de consumo provocadas pela pandemia da covid-19. Nesse momento, a valorização de outros segmentos e criação de novas categorias, pouco exploradas, passarão a ter seu valor, e vira diferencial competitivo de quem almeja ser, quem diria, um superapp, que disponibiliza qualquer desejo do consumidor em um único destino digital.

O mercado de cartões presente de games e streaming vem ganhando musculatura constantemente, mas a partir de agora, conteúdos de alimentação, moda, aplicativos de comida, entre outros, deverão crescer consideravelmente também. Mais do que nunca, estar em todos os canais e entregar uma experiência física e digital incrível deixou de ser opção, passando a ser esperado pelo cliente. Assim, as empresas e marcas que estiverem trilhando este caminho levam a venda.””

Você leu o post? Então faça login e tenha acesso ao recurso de “Marcar como lido”.

João Espíndola
É cofundador e gerente geral da [Todo](https://todoincomm.com/), retailtech brasileira de cartões de presente e pagamentos.

Este conteúdo está tagueado como:

Deixe um comentário

Ouvir
Item salvo (0)
Por favor, faça login para salvar este conteúdo em suas playlists Fechar
Share
Conteúdo da editoria Sem categoria

Para você Faça login para ver sugestões personalizadas

Você atualizou a sua lista de conteúdos favoritos. Ver conteúdos
aqui