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Os 7 princípios fundamentais do GRC

Para além da capacidade de identificar riscos ou seguir comportamentos éticos, a política de GRC deve ser parte da identidade das empresas

Suelen Silva
15 de julho de 2024
5 min de leitura
Os 7 princípios fundamentais do GRC

Considerado o “pai do GRC”, Michael Rasmussen, em 2019, disse a seguinte frase: “GRC is something organizations do, it’s not something they buy” (em tradução livre, GRC é algo que as organizações praticam, não algo que compram). Segundo ele, é comum ouvir de donos de empresas que eles “compraram” ou “trouxeram” o GRC e gostariam que ele lhes explicasse como é seu funcionamento.

De fato, embora muitos possam olhar a política de GRC como mais uma prática que cabe ao discurso de “empresas do bem” ou empresas responsáveis, é mandatório que o GRC torne-se parte da identidade das corporações que realmente desejam prever gerir crises com inteligência, inspirar e incorporar comportamentos éticos em todo o corpo de funcionários e elaborar uma estrutura robusta e confiável para a regulação de suas atividades.

O dinamismo do GRC fornece às companhias uma capacidade dinâmica e perspicaz de identificação de riscos, necessidades, oportunidades de mudança, formulação de respostas e de implementação de planos de ação. Porém, para isso, os negócios precisam estar dispostos a encontrar e encarar suas fraquezas e fortalezas; somente assim é possível iniciar um planejamento de GRC eficaz.

A gestão estratégica nas empresas deve ser apoiada em uma governança que leia, interprete e comunique a estratégia por toda a organização, e é assim que se assegura um caminho próspero para a inovação e criação de valor. Sendo assim, listamos sete princípios que vão ajudar os líderes de áreas a difundir a prática de governança, riscos e compliance em suas equipes:

1. Comunicação assertiva

Explique e engaje os funcionários para que acreditem e utilizem a filosofia do GRC. É para o bem da empresa, é para o bem de todos. Os funcionários desempenham melhor o que entendem, e cada um passa a exercer esta governança dentro dos padrões conhecidos e estimulados. Este ganho se torna inerente à organização e, independente das trocas de pessoas, a mentalidade GRC estará lá, difundida pela organização, presente e sendo comunicada a todos e por todos. É o início de uma cultura que preza pela clareza de informações, pela eficiência e pelos processos eficientes e de colaboração.

2. Liderança e visão compartilhadas

De nada adianta o líder, o representante do negócio ou de uma equipe possuir espírito visionário se ele se mostra incapaz de comunicar quais são suas ideias, qual é a sua ideia revolucionária. A comunicação para lideranças precisa ser praticada. Ensine e lidere outros para que façam parte do projeto.

3. Inovação e tecnologia

Conhecimento e aprendizado estimulam a inovação. Deseja desenvolver uma inovação tailor made para o negócio e alinhada a sua estratégia? Permita que as pessoas aprendam sobre elas, sobre mindsets inovadores e sobre processos criativos, dividindo seu conhecimento posteriormente com seus colegas. Sem o GRC, é difícil garantir o alinhamento ideal entre a estratégia corporativa e a sinergia com produtos, serviços e atitudes inovadoras. 

4. Ecossistema de parcerias

Escolha parceiros que irão lhe auxiliar na caminhada, tanto em treinamento e mentorias quanto em escolhas de ferramentas que trarão poder aos seus funcionários e para a empresa como um todo. Olhar para fora é essencial para estimular o pensamento criativo – e, muitas vezes, essa visão externa refresca os pensamentos e garante um tempero especial para a relação com clientes, parceiros e terceiros.

5. Continuidade e legado

Quando os funcionários participam e fazem parte de uma construção maior, o propósito ganha seu lugar naturalmente, se tornando uma fonte de engajamento e alinhamento de todos, direcionando diferentes equipes e profissionais para uma mesma direção, sempre pautada pela consciência, transparência e integridade.

6. KPIs para avaliação constante

Defina os indicadores de GRC da sua empresa, visto que a medição é fundamental para ressaltar as vitórias e conquistas dessa empreitada. Estabeleça parâmetros para os ganhos de conhecimento e aprendizado: O que a empresa não sabia antes de forma institucionalizada e que sabe agora? Que conhecimentos foram levantados sobre a atuação da empresa que não se tinham antes? De que maneira a tomada de decisão foi melhorada? Quais eram os riscos conhecidos antes e depois do GRC?

7. O pontapé principal

Não podemos ignorar a ansiedade e vontade daquele que ocupou um lugar e deseja mostrar resultados, assim como é preciso ter em mente quão engrandecedor pode ser iniciar uma transformação tão importante para o curso correto dos negócios. O gestor ou líder que deixa legados consegue marcar para sempre seus colaboradores, e são resultados corporativos que possuem reflexo direto na sociedade. O mais importante é: dê o primeiro passo, inicie. Não podemos melhorar algo que ainda não existe!

Para encerrar, deixo as palavras de Paddy McGuinness, ex-vice-conselheiro de Segurança Nacional no Reino Unido: “O risco real existe mesmo em não conhecer os seus riscos”.

Leia outros artigos sobre GRC no Fórum: Governança 4.0.”

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Suelen Silva
Suelen Silva é analista sênior de research da Bravo GRC.

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