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Na educação digital, o diferencial é você

A História comprova que o controle do aprendizado vem migrando das instituições de ensino para o aluno. No aprendizado “lifelong” e “lifewide”, tudo depende de você

José Cláudio Securato
25 de junho de 2024
5 min de leitura
Na educação digital, o diferencial é você

Há um novo capítulo acontecendo na história de como a humanidade desenvolve as pessoas para o trabalho. No passado, as instituições (como universidades, escolas de negócios e universidades corporativas) protagonizaram a educação para o trabalho, sendo responsáveis e suficientes para o desenvolvimento das pessoas.

Agora, o aprendiz precisa ser protagonista do seu desenvolvimento e se desprender do relógio e do espaço que determinam a hora e o local de aprendizado. O eixo de controle sobre o aprender sai das instituições de ensino e vai para o aluno. Para fazer parte desta história, você – e mais ninguém – precisa fazer sua parte.

O legado das universidades

A criação das universidades no século 11 foi transformadora para o mundo. As universidades marcam a superação da igreja como mantenedora do conhecimento, onde o saber deixa de ser uma graça divina. O conhecimento passa a ser criado num local dedicado ao estudo e à formação de pessoas que aprendem e ensinam, e as universidades passam a se caracterizar como um espaço para construção e preservação do conhecimento, como um espaço gradativamente laico.

As primeiras universidades do mundo, como Università di Bologna (1088), a Oxford University (1096) e a Université de Paris (1150) foram fundamentais não apenas para preparar as pessoas para o trabalho. Elas foram importantes também para a humanidade ao semearem transformações que marcaram o mundo.

Da Université de Paris, que conciliou a filosofia agostiniana e aristotélica, fomentando embate conceito-teórico, nasce o Iluminismo. De Oxford, que se volta para lógica e linguagem, estudo da natureza e pensamento empírico-prático, se colhe a revolução industrial. Com o tempo, as universidades se multiplicaram, bem como o número de pessoas que foram capacitadas para o trabalho.

Transição de modelo: trabalho e negócios

No século 18, as escolas de negócios deram outro salto importante no desenvolvimento de pessoas para o trabalho ao preencher uma lacuna entre a pesquisa e conhecimento acadêmico versus os problemas reais enfrentados pelas pessoas à frente das empresas.

Essa problemática foi inaugurada pela revolução industrial, pois as pessoas deveriam não só fazer, mas gerir. Coube às escolas de negócios compreender o estado da arte do conhecimento gerado nas universidades e aplicá-los para resolver problemas reais no dia a dia das empresas.

As primeiras escolas de negócios ensinavam funções comuns e chegavam ao ensino superior, como Julius Hocker (Berlim, 1730), escola de Viena (1751), escola de Lisboa (1768), escola superior de Paris (1820), por exemplo.

Com apoio de empreendedores e empresários, que buscavam ajuda para resolver problemas reais em suas organizações, nasceu Wharton, a primeira escola de negócios dos EUA (University of Pennsylvania, 1881), seguida de Harvard Business School (Harvard University, 1908) e Sloan School of Management (MIT, 1914, ao qual esta plataforma é ligada).

Na década de 1950, com a lacuna gerada pelas universidades e as escolas de negócios, as organizações assumem parte da responsabilidade no desenvolvimento de pessoas para o trabalho e criam as primeiras universidades corporativas. O objetivo era sistematizar e organizar o desenvolvimento de competências necessárias para que as pessoas produzissem mais e melhor.

Onlearning em escala global

Hoje, por outro lado, a educação está em todo lugar. Professores estão em todo lugar. O aprendizado não se restringe ao modelo presencial, à distância ou online. A aprendizagem ao longo da vida (lifelong learning) e a aprendizagem ao largo da vida (lifewide learning) nos sugerem aprender para sempre e a todo momento. É como se o botão “”modo aprender”” ficasse sempre ligado, sempre “”on””, onlearning.

Quebram-se os muros das instituições de ensino e os relógios que determinavam a hora e o local de aprender. É uma aprendizagem mais orgânica, fluida e que deve fazer parte das nossas vidas a todo momento. É um aprendizado digital, em micromomentos, com conquistas de microcertificados e potencializada e personalizada pela inteligência artificial. É híbrida, porque pode percorrer um itinerário digital síncrono (ao vivo), assíncrono (aulas gravadas) e presencial.

Esse modelo de aprendizado não cai na armadilha da pura conquista de um certificado, porque aprender significa aprender a ponto de saber fazer e não para conquistar mais um título para postar no LinkedIn. Isso nos possibilita aprender em uma reunião, em um grupo de trabalho, num projeto, ao ler um livro e em um processo mais formal em um curso.

Portanto, no novo capítulo da história de como a humanidade desenvolve as pessoas para o trabalho não há só a universidade, a escola de negócio e a universidade corporativa para a aprendizagem. O aprendizado está, sim, em todo lugar e pode ocorrer a todo momento.

Mas aprender depende de você, não da empresa, da escola, da universidade, de professores e currículos. Depende de você deixar o modo aprender sempre “”on””. Depende de você se atentar para ter consciência do aprendizado. Depende de você esbarrar com conhecimentos e conseguir transformá-los em algo que você consiga fazer. Enfim, depende de você.”

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José Cláudio Securato
José Cláudio Securato é empreendedor, professor e autor de dez livros, entre eles *Onlearning - Como a Educação Disruptiva Reinventa a Aprendizagem*. Fundador de uma das mais importantes escolas de negócios do Brasil, a Saint Paul Escola de Negócios, Securato tem como propósito pessoal impactar, de modo positivo e global, o maior número de pessoas através da Educação. Por isso o autor é também sócio-fundador e CEO do LIT, uma plataforma disruptiva de aprendizagem.

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