Práticas avançadas para criar valor novo
Lembra-se daquela série memética avant-garde “Amar é…”, dos anos 1970 e 1980? O verbo “inovar” bem que merecia, ao menos no meio corporativo atual, uma criação coletiva similar. Nesta edição da Review, pelo menos, fica clara a ideia de que “inovar é… ter sistemas de inovação”. Isso significa ter governança, cultura/crenças/valores, habilidades, processos, ferramentas etc. para fazer a inovação sistêmica, com o perdão da redundância.
Até aí, sem novidades (embora isso seja mais falado do que é aplicado). O que trazemos de novo nas próximas páginas são pesquisas quentinhas sobre práticas avançadas de sistemas de inovação. Falamos de inovação radical, de governança propriamente dita (com o grande David Rogers, da Columbia Business School), de ferramentas digitais de colaboração.
E complementamos com dois belos cases de sistemas de inovação, cheios de ensinamentos. Um case é o da Lego, atualizado – resulta de quatro anos de pesquisas na empresa e contém insights novos. Ah, não venha dizer que o que funciona na Lego não funcionaria numa empresa brasileira, porque não funcionava na Lego também, até que um dia funcionou. O outro case é de uma campeã invisível do Brasil, a Timenow, do Espírito Santo, que, graças à inovação sistêmica dos últimos cinco anos, está deixando de ser vista como uma empresa de engenharia consultiva, ou uma gerenciadora de projetos, para se posicionar como uma empresa de tecnologia com maior potencial de crescimento. Como ela seria chamada de campeã invisível na China, e também na Alemanha, vai ser chamada assim pela Review aqui no Brasil.
Demos início à periodicidade mensal na edição nº 16 e, nesta, começamos a investir em mais interações e complementaridades. Então você verá que a edição está cheia de hiperlinks (ou QR codes) para atividades “extracurriculares”. Temos desde um webinar organizado em Boston pela nossa revista-mãe até uma enquete sobre inovação de ruptura, passando por um quiz que serve ao bom processamento dos aprendizados da edição. Mas talvez a cereja do bolo seja o assessment da capacidade de inovação da sua empresa. Afinal, dados precisos são o ponto de partida para implementar um bom sistema de inovação, concorda?
Então, como pede um bom (ecos)sistema de inovação, procuramos um parceiro de alto nível para oferecer essa avaliação aos nossos leitores. E encontramos em Florianópolis a startup Innoway, uma plataforma de dados e inteligência para inovar com resultados, que é uma das pioneiras na aceleração da cultura de inovação no Brasil, ligada à empresa de consultoria e educação empreendedora Semente. O Gerson Ferreira, cofundador da Innoway, e sua equipe criaram um teste muito bacana para o leitor da Review; a metodologia deles nos faz olhar fundo no espelho.
Uma curiosidade: a Innoway foi fundada durante as quarentenas da pandemia de covid-19, em 2020, antes das vacinas, quando todo mundo se deu conta da falta que faz uma capacidade de inovação. É da nossa geração, porque eu, pelo menos, considero a MIT Sloan Review Brasil uma filha da pandemia igualmente, porque era uma recém-nascida em 2020 e cresceu com a demanda de conhecimento de gestão para a inovação. Enfim, boa leitura
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